LinkedIn enfrenta desafios no Brasil

LinkedIn enfrenta desafios no Brasil

Mercado publicitário é a aposta da empresa para driblar os obstáculos provocados pelo perfil do usuário brasileiro

MARIANA BARBOSA
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Gamson: “em pouco tempo, certamente o País se tornará um dos cinco maiores em termos de renda para a empresa”

Gamson: “em pouco tempo, certamente o País se tornará um dos cinco maiores em termos de renda para a empresa”
Crédito: Arthur Nobre

Apesar de ter seu conteúdo em português desde 2010, apenas no início deste ano o LinkedIn intensificou suas operações no Brasil. A rede social norte-americana abriu um escritório no País e escalou uma equipe profissional para gerenciar regionalmente os negócios do quarto maior mercado da empresa em número de usuários.

Atualmente, cerca de nove milhões de brasileiros possuem perfis ativos no site, no entanto a maior dificuldade do LinkedIn em consolidar-se no País é driblar os hábitos dos usuários brasileiros de internet que, extremamente conectados a mídias sociais, frequentemente costumam misturar em uma só rede os contatos e informações particulares e profissionais. Esse é um dos principais desafios que os executivos tentam superar, já que a proposta da rede social é promover exclusivamente relacionamentos corporativos.

Mike Gamson, vice-presidente sênior de soluções globais do LinkedIn, entende que cada mercado tem suas características próprias e que situações semelhantes já foram enfrentadas pela companhia em outras regiões. “O que precisamos fazer no Brasil é educar o mercado sobre as possibilidades que o LinkedIn oferece, como usá-lo, e de que maneira esta ferramenta pode ajudar os usuários ou empresas cadastradas a encontrar oportunidades profissionais”, afirma Gamson, que visitou o escritório em São Paulo na semana passada. Entre os usuários da rede, 62% estão fora dos Estados Unidos. “Estamos presentes em 25 países, e cada um deles tem suas particularidades”, descreve. “Acreditamos que não teremos grandes empecilhos para nos estabelecer e continuar crescendo no País”, acredita.

Veiculação publicitária

Para que isso aconteça, a empresa aposta no sucesso comercial do LinkedIn Ads, uma plataforma de anúncios publicitários na rede social, segundo explica Gamson.“Nosso banco de dados nos permite identificar exatamente quem são nossos membros: onde trabalham, o que fazem, quais seus níveis profissionais e interesses. Desta forma, selecionamos para as empresas um público extremamente segmentado e oferecemos variados formatos de publicidade para que essas pessoas possam, de fato, conhecer mais sobre as marcas, seus produtos e serviços” detalha. “Além disso, também ajudamos nossos parceiros a produzir e gerenciar o conteúdo que será veiculado no LinkedIn e confiamos no poder de compartilhamento de informações em nossa rede, que atinge grandes proporções”, diz. A vocação corporativa da rede social, segundo Gamson, não é um problema, de fato. “Até em um contexto profissional, ainda somos consumidores e precisamos das marcas em nosso dia a dia. Nossas expectativas são altas em relação ao que pode ser realizado aqui”, completa o executivo.
Em 2011, a receita global da rede atingiu US$ 522,19 milhões, contra US$ 243,10 milhões do ano anterior, um crescimento de 114,08%. No primeiro semestre de 2012, a receita já alcançou US$ 416,67 milhões. Sem revelar números específicos de faturamento no País, Gamson afirma que o atual cenário econômico é um dos fatores que devem contribuir efetivamente para a consolidação da companhia no Brasil. “Decidimos montar um escritório aqui exatamente por conta deste momento favorável e de robusto desenvolvimento, inclusive dentre a comunidade profissional. Em pouco tempo, certamente o País se tornará um dos cinco maiores em termos de renda para a empresa”, acredita, sem revelar a atual posição.

O vice-presidente ainda explica que o estabelecimento dessas parcerias se dá tanto pela prospecção realizada pela equipe do Linkedin Brasil, que é comandada por Osvaldo Barbosa de Oliveira, quanto pelas próprias marcas, que chegam muitas vezes a procurar a rede social para propor novas formas de negócio. “Os profissionais do Linkedin Brasil já construíram uma história maravilhosa com nossa comunidade, apesar do pouco tempo de atuação”, elogia.
Com a finalidade de fomentar o relacionamento com as agências e profissionais da publicidade, o Linkedin promove um evento em meados deste mês, em São Paulo, quando pretende reunir o mercado e seus executivos globais, como Nick Besbeas, vice-presidente de marketing do LinkedIn. “Temos a intenção de trabalhar para obter maiores taxas globais de desenvolvimento no setor de mobile. O acesso ao LinkedIn através de plataformas móveis é o que cresce mais rapidamente e permite que os usuários simplifiquem as maneiras de interação e as façam onde quer que estejam”, antecipa Gamson. “As pessoas utilizam as redes sociais como forma de passar o tempo. Mas as redes profissionais, como o LinkedIn, são uma forma de investir em seu tempo e em seu futuro”, compara.

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